-INCOERÊNCIA-
No branco do olho dele mora um cisco.
Pelo preto do meu logo o diviso.
Mesmo assim me atiro e arrisco.
domingo, 6 de maio de 2007
sábado, 5 de maio de 2007
-DESCONQUISTA-
Cravado padrão em cratera funda do meu coração,
Crivado sinal sinalizando eterna posse, Diogo Cão,
Navegou sem retôrno retornando ao seu princípio,
Preciso atirando-me em desolado, negro precipício:
Cravado padrão em cratera funda do meu coração,
Crivado sinal sinalizando eterna posse, Diogo Cão,
Navegou sem retôrno retornando ao seu princípio,
Preciso atirando-me em desolado, negro precipício:
Partiu tão cego da sabedoria dos que sabem amar,
Navegante inconstante, caravela de arriadas velas!
Terra de ninguém, nem de mim mesma, ilha isolada,
Fiquei a flutuar em leves espumas:Toda branqueada!
(mar ilha)
terça-feira, 1 de maio de 2007
segunda-feira, 30 de abril de 2007
-MENIRES-
Bruxarias, sonhos, desenganos,
Enganos, erros, acertos,
Amores, alegria, dores.
Ideais, idéias idosas.
Trabalho, tralha, talheres.
Senso,consenso, incenso.
Saúdo, saudade saudosa.
Colho pertences patéticos.
Olho-me nos olhos, vendo-me.
Palavras pairam no pó.
Somo a soma.
Bruxa,brigona, bravateira.
Do nada sabe nadinha
De tudo: ama loucamente.
Inúteis menires!
Quando meus motores se movimentarem, quem sabe?
Sairei sábia, suave, serelepe.
Pelos mares da vida
Assim:
Sonhos, acertos, amores
Com muitas cores.
Ideais, novas idéias,
Senso com muito incenso
Enganos, erros, acertos,
Amores, alegria, dores.
Ideais, idéias idosas.
Trabalho, tralha, talheres.
Senso,consenso, incenso.
Saúdo, saudade saudosa.
Colho pertences patéticos.
Olho-me nos olhos, vendo-me.
Palavras pairam no pó.
Somo a soma.
Bruxa,brigona, bravateira.
Do nada sabe nadinha
De tudo: ama loucamente.
Inúteis menires!
Quando meus motores se movimentarem, quem sabe?
Sairei sábia, suave, serelepe.
Pelos mares da vida
Assim:
Sonhos, acertos, amores
Com muitas cores.
Ideais, novas idéias,
Senso com muito incenso
-Porque meu coração é branco-
Minh'alma clama em desértica solidão,
Reclamando do destino ao homem dado!
Quer voar qual ave livre solta da prisão,
Cumprir toda a grandeza, seu legado,
Recebido em herança divina, desligada
Da mortal cegueira da matéria finita:
Atingir a plenitude plena do infinito!
Reclamando do destino ao homem dado!
Quer voar qual ave livre solta da prisão,
Cumprir toda a grandeza, seu legado,
Recebido em herança divina, desligada
Da mortal cegueira da matéria finita:
Atingir a plenitude plena do infinito!
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